A
lavagem intestinal é uma ciência terapêutica
milenar, com registros que ultrapassam o século IX AC. Papiros
indicam, por exemplo, que os faraós tinham seu próprio
terapeuta para realizar lavagens intestinais. Os egípcios
tinham este costume por estudar e observar o pássaro Íbis
(que usava seu longo bico para injetar água no próprio
reto).
Conhecida na Grécia
Clássica, mais tarde a lavagem intestinal foi comprovada
por Hipócrates (o pai da Medicina – 450 AC), que utilizava
o método em seus pacientes para o tratamento de febres.
Clister,
chá de bico e enemas são alguns dos nomes e métodos
utilizados pelos mais antigos para lavagem intestinal. Nos dias
atuais, a limpeza do cólon volta a ser destaque, e célebres
médicos têm defendido preceitos de alimentação
saudável aliados à medidas de higiene intestinal na
desintoxicação, recuperação e conservação
da saúde.
Inspirada nas bolsas
de couro e galhos de sabugueiro de Hipócrates, assim como
na cana de bambu oco utilizada pelos egípcios, na cabaça
grande com talo comprido sugerida por Jesus - conforme consta no
Evangelho Essênio -, as lavagens intestinais de antigamente
foram traduzidas para a atualidade com métodos mais confortáveis
e mais efetivos, levando em conta o estresse, a alimentação
desnaturalizada e o sedentarismo atuais e menos comuns naqueles
tempos.
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